22 dic. 2014

Entrevista a viajeros: Anabela y Alexandre, dos "vagamundos" apasionados



Anabela y Alexandre frente al Taj Mahal (India)

Ya hace varios años que sigo el blog de esta pareja portuguesa, Crónicas de Um VagaMundo, donde relatan sus experiencias viajeras con una narración ágil y muy detallada, acompañadas de preciosas fotos y vídeos.

¿Quién es Anabela Narciso? La sensibilidad, la imaginación y la afectividad son su carta de presentación, todo ello salpicado por una pequeña dosis de miedo, que insiste en convertirlo en valor. Ama profundamente todo lo que le abra el corazón y el horizonte.

¿Y Alexandre Narciso? Aventurero y soñador desde edad temprana. Sueña la vida y vive el sueño. Es un inventor de mundos, de universos y de héroes. Vive historias para crear historias. Absorbe personas, ciudades y naturaleza con gran intensidad.

Cuando en enero de 2010 fui a Lisboa, ellos estaban viviendo en Dinamarca. Les escribí pidiendo que me recomendaran algún lugar especial, que no había de perderme. Y, entre varios, me dijeron:

- Existe também uma terra pequenina muito castiça com casas brancas tão pequenas que parecem casas de bonecas. Chama-se Azenhas do Mar.

Me quedó grabado lo de "casas blancas tan pequeñas, que parecen casas de muñecas" y, un atardecer, fui a disfrutar de Azenhas do Mar.

Aprovechando que este mes ha salido al mercado su primer libro, Caminho do Amor, he querido entrevistarles para que nos hablen del libro y de temas viajeros.

Os dejo con sus respuestas, en portugués, para que los conozcáis mejor.


Recientemente se ha publicado vuestro primer libro: “Caminho do amor”, ¿cómo surgió la idea de escribirlo?

Apesar de já termos feito muitas viagens e conhecido mais de 50 países, percorrer a pé o Caminho Francês de Santiago foi até ao presente a nossa viagem mais marcante. Mais do que uma viagem geográfica foi uma viagem interior que nos mudou para sempre.
Partilhamos a experiência no nosso blog, como sempre fazemos, mas ao terminarmos os relatos sentimos que ainda tínhamos muito para partilhar. E foi aí que nasceu a ideia de escrever o livro. Sentimos a necessidade de aprofundar a componente espiritual da viagem e o blog não era de todo a plataforma ideal para o fazermos.


¿De dónde salió este título tan bonito: “Camino de amor”?

Foi o nome com o qual batizámos o nosso Caminho pois foi o sentimento que esteve omnipresente ao longo dos dias em que percorremos os 800km que separam Saint Jean-Pied-de-Port de Santiago de Compostela. No Caminho encontramos o amor em todas as suas formas e foi sem dúvida a nossa força motriz para chegar a Santiago. Falamos não só do amor um pelo outro, mas acima de tudo das imensas manifestações de amor com que nos cruzamos ao longo do Caminho.

¿Qué encontraremos entre sus páginas?

O livro é no fundo a fusão dos nossos diários do Caminho. É um relato intimista em que partilhamos sem rede os nossos sentimentos, as nossas reflexões e as estórias de vida daqueles com que nos fomos cruzando no Caminho e que acabaram por fazer parte do nosso. O Caminho de Santiago é uma poderosa metáfora da vida e o livro pretende passar isso ao leitor.

He leído que próximamente se traducirá al inglés, ¿tenéis previsto traducirlo al español?

Sim, a tradução para espanhol é um dos nossos objetivos para 2015. Estamos de momento à procura de parcerias nesse sentido, uma vez que a versão inglesa já se encontra na fase final de produção.


Gran Cañón (EEUU)

¿Cuál es el primer consejo que le daríais a alguien que quiere ir de viaje?

Parte! Vai agora antes que seja tarde demais.

¿La consigna a la hora de viajar es: mente abierta y respeto?

Sem dúvida! O respeito pelas diferenças culturais é crucial para que se tenha uma boa experiência de viagem. Quando estamos em viagem não nos devemos esquecer que somos nós que somos os estrangeiros e como tal cabe-nos a nós respeitar as tradições e costumes locais e não o inverso.
Muitas das vezes os choques culturais são inevitáveis mas com tempo, respeito e mente aberta acabamos por ver que são mais as semelhanças que nos unem do que as diferenças que nos separam. A ignorância face aos outros povos, às outras realidades é um dos maiores males do mundo. E as viagens são uma das melhores maneiras de combater esse male. Mas para que tal aconteça é crucial não levar os preconceitos na bagagem.


¿Cuál ha sido la mejor experiencia que habéis vivido?

Para além do Caminho de Santiago, está no nosso coração a nossa primeira grande viagem a dois pela América Latina, o Curdistão Turco e o recente périplo por terras asiáticas que nos levou desde Pequim a Bombaim. Em todas elas conhecemos pessoas extraordinárias que fizeram dessas viagens muito mais do que uma mera compilação de paisagens e monumentos. Sem dúvida que as pessoas são o que mais importa numa viagem!


Angkor Wat (Camboya)

Aquel que quiere viajar feliz debe viajar ligero (Saint-Exupéry), ¿es así?

Estamos de acordo. Numa viagem gostamos de levar apenas o essencial. É uma boa ocasião para se aprender a viver com o básico e apercebermo-nos que não precisamos de tantas coisas para nos sentirmos felizes. O nosso mote é: quanto mais leves viajamos mais longe chegamos!

¿Cuál es el pueblo más amable que habéis encontrado?

Temos sido imensamente bem recebidos na maior parte dos países por onde temos passado. Mas os vietnamitas, os turcos e os nepaleses conseguiram ainda assim demarcar-se dos outros na arte do bem receber. Conseguiram fazer-nos sentir em casa!


Desierto de Marruecos

¿Dónde iréis en vuestro próximo viaje?

Estamos muito divididos entre a América Central (Guatemala, Costa Rica, Honduras, etc) e a costa leste Africana (Moçambique, Quénia e Tanzânia). Provavelmente vamos ter de atirar uma moeda ao ar.


Enquanto esperamos que lancem a moeda ao ar quero agradecer à Anabela e ao Alexandre, por terem aceitado o meu convite para fazer parte das páginas deste blog.
(Mientras esperamos que tiréis una moneda, quiero agradecer a Anabela y a Alexandre, por aceptar mi invitación y formar parte de las páginas de este blog).

1 comentario:

  1. Viatge sense sensibilitat és turisme... Que maco, què maco llegir a gent autèntica.

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